Isso mesmo! Você não se enganou e entrou em um blog teen cheio de glitter e açúcar! Este é o Big Motherns Brasília, o seu blog de maternidade favorito ;)
E o tema também não está equivocado. Vamos falar um pouco sobre namoro. E para isso, que tal uma historinha?

Era uma vez, em um reino não muito distante, uma bela Princesa. A princesa sonhava em encontrar seu Príncipe Encantado e viver uma linda história de amor, cheia de corações vermelhos, suspiros e momentos especiais.
Em um dia ensolarado, a Princesa finalmente encontrou a sua outra metade e juntos viveram momentos maravilhosos! Tudo ia bem até que veio a notícia... eles não seriam mais dois pombinhos apaixonados, mas sim três. Uma comunidade, um coletivo.
Passada a euforia inicial e os longos nove meses de espera, eis que nasceu o fruto do amor dos dois enamorados.
E eles viveram felizes para sempre...
Opa! Como assim? Felizes para sempre??? Quem? O casal, a família, a mãe e o bebê???
Bem, esta parte da história irá depender, exclusivamente, de você(S). E é sobre isso que vamos tricotar agora.
Que filho é a melhor coisa da vida a gente já sabe. Que eles sugam nossa energia e nos levam ao extremo do cansaço também. Que nosso corpo se modifica para gerá-los, alimentá-los e criá-los não é segredo, o espelho grita aos quatro cantos!
Então como fazer para a magia, aquela que um dia fez com que você tivesse certeza absoluta de que o seu Príncipe Encantado estava diante de seus olhos, não morrer?
Receita pronta sei um monte, mas só de bolo. O que posso (e vou) fazer aqui é lançar alguns pensamentos e, quem sabe, dar aquele empurrãozinho abençoado para que seu matrimônio não se transforme em pandemônio! Vamos lá?

1) A primeira coisa que precisamos compreender é que, mesmo que o bebê não estivesse entre nós, o tempo, a rotina, o cansaço, a convivência em si já seriam motivos suficientes para que a paixão inicial se arrefecesse. Por isso, nada de culpar a criança pelo esfriamento da relação. Isso ia acontecer, cedo ou tarde. No máximo, foi antecipado.
2) O matrimônio não é um “novo produto”, mas um upgrade do namoro. Por isso, minha gente, precisamos tratar o relacionamento como tratamos jogos de videogame! A próxima fase só é válida se a anterior for bem cuidada e mantida! Não vai dar certo “porque casou deixar de namorar”.
3) Intimidade é uma coisa complicada, mas uma vez li um texto que mudou muito minha perspectiva. Era uma mulher escrevendo na Revista Crescer. Mãe solteira, ela lembrava que, apesar de sua escolha lhe fazer feliz, não podia negar que achava um “pé no saco” ouvir reclamações das amigas casadas. Ele é um peso morto e pouco ajuda? Pois bem, ela não tinha NENHUMA ajuda. Ele quer sexo e você nem depilou a perna? Pois bem, ela, quando quer sexo precisa passar por um ritual absurdo de beleza e, digamos, conquista. Ele deixa uma grande bagunça no banheiro? Pois bem, o banheiro dela é organizado e vazio...
4) O desânimo bateu à porta e vocês abriram? Minha gente, cuidado! Casamento é como plantinha de jardim (ai que piegas!), tem que cuidar! Homens mandem flores, liguem no meio do dia dizendo que sentem saudades e, principalmente, sintam saudades! Mulheres façam um esforço para vencer a barreira hormonal, separem um dia da semana (pelo menos) para, depois do soninho da criançada, sentar, conversar, abrir um vinho e (claro!!!) beijar!
5) Aliás, beijar é essencial! Dizem que um relacionamento pode ser medido pela quantidade de beijos que o casal troca. Qual foi o último beijo de língua que vocês trocaram? Não estou falando para agir com o fogo dos 17 anos, mas para cuidar com carinho da relação, afinal, vocês não chegaram aos 90 (e se chegaram e ainda beijam, parabéns!).
6) Sexo é importante sim, não vamos negar. E também é preciso reconhecer que muita coisa passa pela cabeça da mulher (e do homem). Os seios, por exemplo, depois do bebê passam a ser santuários de alimentação e tem gente que fica encucada (sem contar que, muitas vezes, eles resolvem verter leite na hora errada). O corpo, já falei antes, vira um fator de inibição. O cansaço nem se fala! Mas é preciso esforço, coragem e recomeço. E se há amor, recomeçar será uma maneira de reacender a chama!
7) Mas, mais do que sexo, o importante é o namoro, a parceria. Uma conversa cujo o assunto não sejam as crianças ou a casa (falem mal da Política, por exemplo); um jantar à luz de velas (ou à luz da babá eletrônica que seja); dançar aquela música; assistir um filme...NAMORAR!
8) Não se esconda atrás dos seus filhos! Conheço gente que faz isso e é triste ver a relação pedindo socorro enquanto a mãe (ou o pai) prefere dormir com o filho a dividir a cama com o companheiro(a). Mais triste ainda é usar a criança, que depois terá anos e anos de terapia pela frente, como justificativa para o esfriar da relação.
Filhos são o coroamento do amor! Não permitamos que eles sejam bodes expiatórios de relações fracassadas!Namorar, beijar, pegar na mão é preciso! O recomeço da vida amorosa pós-bebê não é moleza, mas faz parte do processo!
Lembre-se que diante dos seus olhos está o Príncipe um dia tão esperado e mãos à obra!
E você, como fez para recomeçar o namoro? Conte para nós!
Abraços, Lucyanna (esposa do Luiz Eduardo e mãe do João Paulo e do
Gabriel)