Todos nós, pais, estamos acostumados a esperar. Acho sinceramente que foi uma forma de Deus nos ensinar a ter paciência.
Já escrevi anteriormente sobre o recebimento da notícia e o aguardo do exame "mamotomia" (post aqui). Hoje escrevo um pouco do dia do exame e os dias posteriores.
Bom, no dia do exame eu pedi tanto por um milagre a Deus, pedi tanto... Cheguei lá, fui para uma anti-sala, lá haviam algumas mulheres. Naquele momento nos admirei. Admirei o dom de ser mulher.
Sabe, ouvimos muito que somos fragéis. Eu discordo completamente, acho que somos é sensíveis, porém fortes. Enfrentamos cada situação... Exame ginecologico todo ano, mamografia, gravidez, parto, amamentação.... Puxa, exercemos uma infinidade de atividades: trabalho em casa, conselheira, mulher, mãe, filha, esposa e em alguns casos ainda trabalhamos fora. Somos nós que ficamos a noite acordada quando qualquer um está doente (filho, esposo, mãe, pai, irmão). Somos nós que vemos o que precisa comprar para nosso lar e família, somos nós que abrimos mão de nós mesmas por amor da nossa família. Não é lindo o dom de Deus de ser simplesmente MULHER? Enfim, tudo isso fiquei pensando enquanto aguardava o abençoado exame (como podem ver, esperei bastante).
Resolvi estabelecer um diálogo com algumas das mulheres que estavam ali.
A maioria ia fazer uma mamografia ou eco mamária. Passei minha experiência: não doi. É chato, mas não dói e a técnica é sempre ir fazer esses exames uma semana após o ciclo menstrual. Conheci uma que tinha feito o mesmo exame que eu (não vou escrever aqui o que ela falou mas valeu, tudo vale como experiência).
Ao entrar na sala, eu pedia com tanta fé a Deus que logo perguntei a médica se não faríamos outra mamografia só para ver se havia sumido. De fato, é normal se fazer esse exame já na maca onde será realizada a biopsia. Uma lágrima correu ao ouvir: "já localizamos, vamos começar". Puxa, significava que não havia desaparecido, mas significou para mim algo ainda mais profundo: estar na dependência da vontade de Deus. Ele não quis, então Ele faria o milagre de outra forma. E só os entendimentos e sentimentos que Ele ali me deu, já valia o milagre.
A anestesia infelizmente não pegou e isso doeu. Quando não mais aguentei informei à equipe e aplicaram outra anestesia. Melhorou, mas senti um pouco ainda. É rápido, cerca de 40 minutos. Terminou, a técnica foi bem atenciosa, a médica, como já relatei anteriormente, é muito direta (risos). Fizeram o curativo e saí. É uma explosão de emoção. Ao sair daquela sala, chorei, as lágrimas simplesmente corriam o rosto. É tão invasivo, mas tão importante...
Não quero desencorajá-las, quero estimulá-las a enfrentar situações que às vezes para nós podem ser amedrontadoras.
Fui para casa e acho que só aí as anestesias tiveram efeito. Dormi todo o dia. Minha filha chegou em casa no final da tarde com o pai e já dizendo "mamãe tá dodoi, pode ficar no colo não, né?". Linda! Nos dias seguintes não fiz nada, nada mesmo! Meu marido e Catharine foram show! Faziam tudo.
"Catharine nesse entre tempo passou por 5 pediatras, 4 diziam que ela estava com virose, um chegou a dizer que ela estava com rubeola, o último, o pediatra dela indicou, descobriu que era pneumonia, alergia e sinusite... Catharine deitava no meu peito... doia como nunca, mas era minha filha e eu nem ligava mais para mim nesse momento... só para ela... a dor era tanta que teve um momento que anestesiou, mas foi o sinal que eu precisava para mostrar que eu podia e devia vencer as dores... enfim... foi tudo benção".
Quebrei um pouco o repouso porque minha filha adoeceu, e nessa hora, esquecemos de tudo, até de nós mesmas. Foram longos quatro dias de febre e idas a hospitais (mas isso conto em outra oportunidade, se tivermos).
"Catharine nesse entre tempo passou por 5 pediatras, 4 diziam que ela estava com virose, um chegou a dizer que ela estava com rubeola, o último, o pediatra dela indicou, descobriu que era pneumonia, alergia e sinusite... Catharine deitava no meu peito... doia como nunca, mas era minha filha e eu nem ligava mais para mim nesse momento... só para ela... a dor era tanta que teve um momento que anestesiou, mas foi o sinal que eu precisava para mostrar que eu podia e devia vencer as dores... enfim... foi tudo benção".
Quebrei um pouco o repouso porque minha filha adoeceu, e nessa hora, esquecemos de tudo, até de nós mesmas. Foram longos quatro dias de febre e idas a hospitais (mas isso conto em outra oportunidade, se tivermos).
Tive muitas pessoas me ajudando em oração: minha mãe, minha amiga Jamiles, Bárbara, meu PAIstor Braga e Pr. Marcos e minha Pra. Guiomar, ahhhh meu marido e minha filha Catharine.. sem falar em vocês.
O resultado saiu no dia 29 de junho e, embora eu tenha lido mais de cinco vezes, não entendia. Certamente a emoção não deixava o cérebro trabalhar. Bom, no meu trabalho, passei para uma enfermeira me ajudar a entender, ela passou para uma médica e o resultado que tanto esperei demorava horas para sair do papel e entrar no meu entendimento, se tornou mais longo do que aqueles dias da liberação do laudo, quase uma hora e meia de aguardo. Ao ser chamada pela enfermeira ouvi "não é nada. Está tudo ok". Uhuuuuuuuuuuuuuu perdi acho que 10kg peso! Ah se fosse assim (risos)! O resultado é engraçado porque em um dos sites que pesquisei, fala que mastite periductal é "uma situação benigna, que pode afetar mulhers de todas as idades mas é mais comum em mulheres mais jovens" e a ectasia ductal que "à medida que as mulheres atingem a menopausa e as mamas envelhecem, os ductos sob o mamilo tornam-se mais curtos e largos. Isto é uma mudança normal na mama e não é motivo para preocupações". O médico que liberou o laudo ficou indeciso entre essas duas opções. Eu, fico com a primeira, mas principalmente com que "as coisas de Deus não se explicam, se vivem!".
Obrigada Pessoal!
Nara Fernandes (mãe de Catharine, filha de Deus)
Post escrito por uma leitora do blog.
Obrigada por participar! :-)
















