Essa é uma data em que a alimentação é discutida sob diversos pontos de vista. Fala-se de acesso aos alimentos, do custo deles, erradicação da fome e suas de políticas sociais, do direito à alimentação. E, obviamente, é uma data para pensar em alimentação saudável.
Alimento é vida! E, na mesma relação, a qualidade do alimento prediz a qualidade de vida de um indivíduo. Muito já se sabe da relação da dieta individual com doenças como diabetes, obesidade, hipertensão arterial (pressão alta), cálculos renais e elevação de taxa de colesterol.
Ainda que outros fatores (ambientais e genéticos) influenciem, em geral a má alimentação pode causar ou agravar essas doenças. Mas é também pela alimentação que podemos preveni-las ou, ao menos, controla-las. Logo, para uma vida saudável o alimento precisa ser um promotor de saúde.
Uma dieta balanceada nem sempre é fácil de seguir. Na verdade, também não é fácil de definir. Mas para se obter êxito em uma dieta, não basta querer seguir, tê-la escrita linda, presa na porta da geladeira. A dieta precisa convencer você de que ela é importante. Esse convencimento pode ser iniciado pelas mudanças de hábito na alimentação – a tão famosa reeducação alimentar.
Então, seguem algumas dicas para fazer estimulá-los a começar uma reeducação que fará da sua alimentação fonte de saúde.
O que comer? O que não comer?
- Inclua diariamente grãos e tubérculos (batatas e raízes como a mandioca, inhame) nas refeições. Seja comedido, mas não deixe faltar.
- Sabe aquela história de que quanto mais colorido tiver no prato é melhor? É verdadeira. Legumes e verduras e frutas podem ser consumidos sem medo e com gosto. Mas prefira comê-los o máximo possível ao natural, o que preserva ainda mais suas propriedades nutricionais.
- Tem gente que cozinha carnes com a gordura ou pele, pra dar gosto e só tira na hora de comer. Mas aí a carne já terá nela parte dessa gordura. Melhor é retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação e caprichar nos temperos.
- Para os óleos vegetais, azeite, manteiga e margarina, escolha aqueles com menores quantidades de gorduras trans.
- Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e outras guloseimas como regra da alimentação.
- Reduza a quantidade de sal na comida. Evite consumir alimentos industrializados, principalmente embutidos (salsicha, linguiça, presunto) e os temperos prontos. Novamente, é melhor descobrir o mestre-cuca em você e caprichar em outros temperos caseiros, misturas de ervas, alho cebola...
- Reduza ao máximo que conseguir o açúcar, principalmente o refinado.
Como comer?
- Fracionar a dieta. Coma regularmente de quatro a seis refeições diárias, em intervalos de três em três horas. Evitar pular refeições.
- Prefira sempre os alimentos naturais, reduzindo o consumo de alimentos industrializados. Por exemplo, faça seus sucos, ao invés de usar o de caixinha.
- Se puder, dê preferência aos alimentos orgânicos.
- Se gostar, dê preferência aos alimentos integrais, ao invés dos refinados.
- Varie nas preparações, pra não enjoar. A monotonia do cardápio é um dos vilões de dietas saudáveis!
- Pense também na forma de preparo dos alimentos. Prefira sempre os alimentos grelhados, assados ou cozidos e evite as frituras. Evite também enlatados, doces e refrigerantes.
O que mais observar ao escolher os alimentos?
- Dar atenção aos rótulos. Por vezes, o rótulo de um alimento parece subjetivo, pois, por si só, a tabela de informações nutricionais não diz o que é bom ou ruim. Mas você pode usar essa tabela para comparação. Se você sabe, por exemplo, que o sódio é ruim para quem tem pressão alta, mas não sabe o quanto de sódio pode ou não pode, na dúvida, compare as tabelas dos produtos e opte pelos que têm menos.
E assim vale para gorduras e açúcares. Já para fibras, opta-se pelo que tem mais. O rótulo também traz outras informações importantes – data de validade, formas de preparo, peso das porções.
- Beba bastante líquido diariamente. O corpo humano precisa, em média, de 2 litros de água todos os dias. Mas devem ser ingeridos, preferencialmente, no intervalo das refeições.
- Faça suas compras depois de se alimentar. A fome influencia na hora de comprar alimentos, e tendemos a comprar mais do que necessitamos, além de comprarmos mais belisques. Aliás, até a lista de compras deve ser feita com a barriga cheia, pra evitar exageros mesmo no planejamento.
- Reflita. Você sabe que não deve tomar muito refrigerante, não quer que seu filho siga mau exemplo, quer cortar o refrigerante, pelo menos durante a semana. Então pra quê comprar refrigerante pra sua? Só pra ter? Para as visitas? Tire esses pensamentos da cabeça. Tenha em casa o que é necessário e evite a tentação ao abrir a dispensa.
Duas últimas dicas.
Quando você pensar na sua alimentação, para planejar cardápios e compras, pense primeiro em tudo o que você pode e deve consumir, ou seja, nas opções saudáveis. Só depois pense nas restrições. Você pode se surpreender ao ver que tem muito mais alimentos permitidos do que proibidos.
E sim, não poderia faltar... Consulte um nutricionista! Não precisa estar doente para procurá-lo. Basta querer estar saudável!