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| Imagem by Vivi & Luiz Bourique Foto |
Tenho certeza que muitas pessoas, ao lerem o título desse post, o abriram na expectativa de ver lindas imagens de mais uma festa de encher os olhos, como muitas que vemos por aí todos os dias.
Mas hoje o propósito não é esse, mas sim uma reflexão sobre o assunto.
Eu já vinha notado o que vou escrever faz um tempinho, mas o “click” para falar sobre isso veio outro dia, quando comemorávamos o aniversário do Gabriel, filho da BMB Andréa, e só agora consegui um tempinho para escrever para vocês sobre esses pensamentos.
Essa mamãe dedicada e caprichosa organizou sozinha toda a festa do pequeno, que ficou uma graça, tudo em meio à grande correria do dia a dia. Ela cuidou de todos os detalhes a fim de celebrar esse momento de grande alegria para a família e para os amigos e, sobretudo, para o Gabriel, que não cabia em si de tanta felicidade de estar na sua festinha.
Nesse dia, sentadas conversando, falávamos em como essa festinha estava MARAVILHOSA, em todos os sentidos, e como havia sido feita com tanto carinho!!! Todo mundo se sentindo mega à vontade, bem no estilo das “festas de antigamente” que tanto se tem falado ultimamente.
No meio dessa conversa a sempre sensata Raquel comentou sobre como algumas mães (não todas, tá!) hoje parecem disputar quem faz a melhor festa, a mais bonita e cheia de inovações! E infelizmente essa é uma constatação real.
Vejam bem, não estou aqui dizendo que você não pode ou deve fazer a festa mais linda que puder para o seu filhote! Não, não é isso. O que quero trazer para essa reflexão, é o quanto faz mal quando o desejo de “fazer a melhor festa de todas” sobrepõe-se ao próprio fim da festa, que é a celebração da vida de alguém muito especial. Como aquela celebração deixa de ter propósito quando os pais se dispõem a fazer “a melhor festa de todas” com o objetivo, mesmo que velado, de mostrar para os demais que são melhores porque podem fazer a melhor festa.
Muitas vezes esse desejo de ter a melhor festa toma proporções de descontrole, chegando a comprometer o orçamento e até mesmo da harmonia familiar. Qual o sentido disso!???? O filho tem a festa mais linda, mas ganha também pai e mãe brigados e uma grande dívida no final.
A atração da festa tem que ser o aniversariante e não as “coisas da festa” em si. Se o contrário tem acontecido, algo está errado e acredito que precisa ser repensado.
Depois de uma fase de grandes exageros tanto se tem falado no resgate das “festas de antigamente” justo por se estar percebendo o vazio das coisas e a importância das pessoas. Quando éramos crianças, nas festinhas organizadas e produzidas por nossas mães, o que mais importava era estar junto das pessoas queridas, a farra da véspera enrolando brigadeiro, a ansiedade à espera de cada convidado chegar, mesmo que fossem “apenas” 10 no total, resumidos aos avós, tios e primos.
Volto a repetir que não é por isso que os pais agora não precisam mais se preocupar em caprichar nas festinhas e deixar de realizar os sonhos que estão embutidos no desejo de celebrar, NÃO! Nem mesmo precisam necessariamente “colocar a mão na massa” e fazer tudo sozinhos, pois só assim terá feito uma festa de verdade. Nada disso!
Eu também quero uma linda festa para o meu filho, quero que ele sinta o quanto preparei aquele momento com tanto carinho para ele. Também gosto de contar com a ajuda de pessoas que trabalham no ramo (e muita gente faz isso muito bem, parabéns!), da comodidade das casas especialidadas, da mesma forma que gosto de colocar a “mão na massa” e dar meu toque pessoal.
Mas eu não quero comparar a minha festa com a de outras pessoas, mesmo com o mesmo tema, que não me importo em “dividir com ninguém”, não preciso de ineditismo ou exclusividade, não quero fazer melhor nem pior, quero fazer a festinha e só!
Quero estar bem e feliz no dia e não esgotada em razão dos preparativos que consumiram toda a minha energia. Correria certamente vai rolar, mas faz parte do clima, rs. O que não vale é se estressar além da conta, perder a linha e afundar a conta bancária.
Então galera pense sobre isso! Valorizem o que é de verdade mais importante, e as pessoas devem ser mais importante que as coisas, não!? Não se sintam piores ou diminuídas por causa de uma festa mais simples e com menos detalhes. Realizem também, na medida do possível, o sonho de uma festa linda, rica em detalhes, mas sem que isso comprometa o bem estar da sua família e a alegria de estar reunido com as pessoas que lhe são queridas.
Por mais que até possa parecer, não está aberto o concurso da melhor festa de todos os tempos, então relaxem e curtam o momento. Como tudo nessa vida, o equilíbrio é o caminho.
A melhor festa de todas, sem dúvida alguma, é aquela onde a alegria está presente. O restante são apenas detalhes...
Um abraço carinhoso,
Amanda, mãe do Gustavo.
*Esse post já estava escrito e programado quando li um texto escrito pela Priscila do Mamatraca abordando justamente essa mesma reflexão, o Exagero das Festas Infantis. Clique aqui e leia também.
Ufa, não sou apenas eu a incomodada com o assunto.